Às vezes eu fico assim, estranha. Sem maiores motivos, causas, eu simplesmente fico estranha, não consigo mais sorrir, nem mesmo ficar triste; fico estranha.
Eu normalmente sou estranha, mas um estranho normal, em termos de personalidade. Agora, hoje, isso é um estado estranho, sem muita descrição, é um vazio, um olhar perdido, vontade. Não sei bem o que é, como é. É algo com o qual não estou acostumada. Não sei como descrever, sei o que causou isso, mas não vou citar, não é do meu feitio ficar estranha por um motivo tão fútil. Ah, essa maldita pressão. O motivo não foi esse que estou pensando, foi a pressão.
Então eu posso dizer que não me sinto bem sendo pressionada a fazer algo que não quero, me sinto mal por não fazer, mal por não querer fazer, me sinto vazia por não ter feito.
Estou estranha, sou uma pessoa diferente, alguém que eu não conhecia.
Goodbye, Strangers.
sábado, maio 30
quarta-feira, maio 27
Segredos.
Fazem parte da vida, quase ninguém é capaz de guardá-los, e nós temos necessidade de contá-los para alguém.
Segredos são coisas das quais nos envergonhamos de ter feito, coisas que não queremos que o mundo venha a descobrir, por isso chamamos de segredos.
Mas já que ninguém pode saber deles, por que essa tara toda em contá-los para seu melhor amigo ou para o primeiro que passa? Não sei, mas acho que não nascemos para ter segredos, quanto menos guardá-los. Me ensinaram que só se conta algo sigiloso para mais de uma pessoa ao mesmo tempo, porque assim elas podem debater sobre o assunto, sem que a notícia de espalhe e elas perdem a vontade de sair contando para meio mundo. Mas e se só tiver uma pessoa a quem contar? Bom, então seu segredo estará na capa do jornal do dia seguinte. Não necessariamente.
Acho que segredos são mais coisas íntimas do que coisas erradas. Coisas que queremos que pelo menos uma pessoa saiba, para que possamos conversar, e se essa pessoa for alguém em que você confie, melhor ainda. Então, por que temos tantos tabus em relação a segredos?
Segredos são só algumas verdades que não precisam ser ditas, coisas que não interessam ao mundo todo, mas só àqueles que te cercam; segredos são parte de você. Então, por que escondemos tanto?
Goodbye, Strangers.
Segredos são coisas das quais nos envergonhamos de ter feito, coisas que não queremos que o mundo venha a descobrir, por isso chamamos de segredos.
Mas já que ninguém pode saber deles, por que essa tara toda em contá-los para seu melhor amigo ou para o primeiro que passa? Não sei, mas acho que não nascemos para ter segredos, quanto menos guardá-los. Me ensinaram que só se conta algo sigiloso para mais de uma pessoa ao mesmo tempo, porque assim elas podem debater sobre o assunto, sem que a notícia de espalhe e elas perdem a vontade de sair contando para meio mundo. Mas e se só tiver uma pessoa a quem contar? Bom, então seu segredo estará na capa do jornal do dia seguinte. Não necessariamente.
Acho que segredos são mais coisas íntimas do que coisas erradas. Coisas que queremos que pelo menos uma pessoa saiba, para que possamos conversar, e se essa pessoa for alguém em que você confie, melhor ainda. Então, por que temos tantos tabus em relação a segredos?
Segredos são só algumas verdades que não precisam ser ditas, coisas que não interessam ao mundo todo, mas só àqueles que te cercam; segredos são parte de você. Então, por que escondemos tanto?
Goodbye, Strangers.
terça-feira, maio 26
Pressão.
Em todos os momentos da nossa vida estamos pressionado a fazer alguma coisa, já reparou? Na maioria das vezes, estamos pressionados a acertar ou errar. Mas o post de hoje não é sobre isso, esse foi o último post. O de hoje é apenas sobre pressão. Sobre a pressão que é viver.
Não tinha nada preparado, nada pensado, por isso vai ser algo pequeno.
Pressão.
A todo momento eu vejo um certo tipo de pressão pairando no ar, uma certa obrigação, uma vontade reprimida ou uma falta de vontade reprimida. Seja ela exercida pelos amigos, pais, escola, nós mesmos; estamos sempre sob pressão. É como se a nossa cabeça fosse explodir a cada mudança de opinião, cada olhada torta que recebemos, cada decepção.
Estamos sempre tentados a fazer algo, e a fazer certo, nós queremos mesmo é agradar. Por mais que para agradar tenhamos que errar, que mentir, ou fazer de uma mentira uma verdade.
Acho que o meio onde há mais pressão é o dos amigos, a escola. Na escola, temos sempre que tirar boas notas, ou manter as notas ruins para não se tornar um nerd. Temos sempre que seguir o padrão, se for diferente, tem que seguir o padrão dos diferentes; se não quiser, você está fora. Então, há uma pressão gigante para que sejamos algo diferente da realidade, as pessoas não são iguais e classificadas pro grupos, elas são todas diferentes, mas isso não faz impossível a convivência entre elas. Há a pressão para que você seja "legal", ou o que as pessoas consideram legal. Para isso, você deixa de sair com seus amigos, aqueles com quem se diverte, porque eles "queimariam seu filme". Que importa isso? É tudo pura pressão.
Eu me sinto pressionada a fazer algo 24 horas por dia. É estressante, é contínuo. Meu problema é com relacionamentos, ou eu entro, ou estou fora. Não consigo achar um meio termo, uma certa paz para minha cabeça. E entrar em um relacionamento só rende mais e mais pressão. Estar fora de um pode ser pior, a pressão é para que esteja em um.
Estamos todos em uma panela de pressão.
Goodbye, Strangers.
Não tinha nada preparado, nada pensado, por isso vai ser algo pequeno.
Pressão.
A todo momento eu vejo um certo tipo de pressão pairando no ar, uma certa obrigação, uma vontade reprimida ou uma falta de vontade reprimida. Seja ela exercida pelos amigos, pais, escola, nós mesmos; estamos sempre sob pressão. É como se a nossa cabeça fosse explodir a cada mudança de opinião, cada olhada torta que recebemos, cada decepção.
Estamos sempre tentados a fazer algo, e a fazer certo, nós queremos mesmo é agradar. Por mais que para agradar tenhamos que errar, que mentir, ou fazer de uma mentira uma verdade.
Acho que o meio onde há mais pressão é o dos amigos, a escola. Na escola, temos sempre que tirar boas notas, ou manter as notas ruins para não se tornar um nerd. Temos sempre que seguir o padrão, se for diferente, tem que seguir o padrão dos diferentes; se não quiser, você está fora. Então, há uma pressão gigante para que sejamos algo diferente da realidade, as pessoas não são iguais e classificadas pro grupos, elas são todas diferentes, mas isso não faz impossível a convivência entre elas. Há a pressão para que você seja "legal", ou o que as pessoas consideram legal. Para isso, você deixa de sair com seus amigos, aqueles com quem se diverte, porque eles "queimariam seu filme". Que importa isso? É tudo pura pressão.
Eu me sinto pressionada a fazer algo 24 horas por dia. É estressante, é contínuo. Meu problema é com relacionamentos, ou eu entro, ou estou fora. Não consigo achar um meio termo, uma certa paz para minha cabeça. E entrar em um relacionamento só rende mais e mais pressão. Estar fora de um pode ser pior, a pressão é para que esteja em um.
Estamos todos em uma panela de pressão.
Goodbye, Strangers.
domingo, maio 24
Certo e errado.
Alguém aí pode me dizer a diferença entre essas duas coisas?
Seria ótimo, porque eu não sei diferenciar uma da outra e nem sei o que é realmente melhor. Afinal, dizem que quando algo é errado, a sensação é tão melhor. Talvez seja melhor, sim, mas na hora. Depois, quando você já voltou a si e tem um tempo para pensar no que anda fazendo da sua vida e nas consequências que isso vai ter... Bom, quando essa hora chega, você vê que o errado só deixa as coisas piores, as coisas mais difíceis e complicadas. Mas seria mesmo o melhor abrir mão de tudo isso só porque você julga errado? Seria mesmo o melhor a se fazer? Eu não sei, eu prefiro deixar tudo como está, quieto, um pouco perturbador.
Eu sei que pode ser que daqui a algum tempo eu esteja me lamuriando pelos cantos, reclamando da vida e achando tudo uma boa merda. Mas pode ser também que dessa vez eu reaja diferente, que eu esteja mais madura e capaz de arcar com as consequências. Afinal, eu sabia de tudo isso quando entrei nesse rolo todo, eu sabia que não ia terminar bem para mim; nunca termina.
Não vou pedir para ele fazer algo que não queira, isso não é algo que eu faça. Se ele quisesse fazer isso, já teria feito. E eu, bem lá no fundo, sei qual é a preferência dele, eu sei que é ela. Eu só não entendo essa necessidade toda, já que ele a ama tanto assim, fique com ela e ponto. E se eu estiver errada e a preferência for eu, bom, para que ele precisaria de duas? Para que magoar duas pessoas. Com isso, eu concluo que a preferência é ela... bem lá no fundo eu sei que é.
Bem lá no fundo eu também sei que estou fazendo besteira, mas isso é errado? Faz algo que não é bonito por alguém que eu amo? Ou pelo menos eu acho que amo. Se eu estou disposta a fazer coisas por uma pessoa, eu suponho que a ame. Não sou do tipo que se influencia fácil, tenho minha opinião e nada a muda. E nesse caso, eu mudei de opinião, não sei se pela pressão de toda essa "concorrência", ou por estar realmente apaixonada, meio cegueta.
Dizem que quando se apaixona se perde a noção, se faz loucuras. Não sei se faço loucuras, mas eu perco a noção.
E agora, quando eu estou sozinha, eu fico pensando nessa situação toda, buscando uma razão, um sentido. Mas eu só consigo me preocupar, eu só consigo pensar no certo e no errado. Mas eu nem sei o que seria certo e errado nessa situação. Fico me perguntando se realmente existe errado, já que tudo que se passa nessa vida está escrito nas estrelas, ou simplesmente tem que acontecer. Mas então seria tudo certo? Certo e errado realmente existem ou são algo que nós inventamos para podermos sentir, ou não, culpa? Estou acreditando mais na segunda opção.
Afinal, tudo está mudando, constantemente, tudo está em movimento, rotação. O mundo está girando. Numa dessas voltas, o certo troca de lugar com o errado e a desgraça vira virtude, ou você percebe que a virtude é uma bela de uma bosta. Então, já que tudo está em mudança constantemente, inclusive nossa mente e opinião, há lugar para certo e errado?
Goodbye, Strangers.
Seria ótimo, porque eu não sei diferenciar uma da outra e nem sei o que é realmente melhor. Afinal, dizem que quando algo é errado, a sensação é tão melhor. Talvez seja melhor, sim, mas na hora. Depois, quando você já voltou a si e tem um tempo para pensar no que anda fazendo da sua vida e nas consequências que isso vai ter... Bom, quando essa hora chega, você vê que o errado só deixa as coisas piores, as coisas mais difíceis e complicadas. Mas seria mesmo o melhor abrir mão de tudo isso só porque você julga errado? Seria mesmo o melhor a se fazer? Eu não sei, eu prefiro deixar tudo como está, quieto, um pouco perturbador.
Eu sei que pode ser que daqui a algum tempo eu esteja me lamuriando pelos cantos, reclamando da vida e achando tudo uma boa merda. Mas pode ser também que dessa vez eu reaja diferente, que eu esteja mais madura e capaz de arcar com as consequências. Afinal, eu sabia de tudo isso quando entrei nesse rolo todo, eu sabia que não ia terminar bem para mim; nunca termina.
Não vou pedir para ele fazer algo que não queira, isso não é algo que eu faça. Se ele quisesse fazer isso, já teria feito. E eu, bem lá no fundo, sei qual é a preferência dele, eu sei que é ela. Eu só não entendo essa necessidade toda, já que ele a ama tanto assim, fique com ela e ponto. E se eu estiver errada e a preferência for eu, bom, para que ele precisaria de duas? Para que magoar duas pessoas. Com isso, eu concluo que a preferência é ela... bem lá no fundo eu sei que é.
Bem lá no fundo eu também sei que estou fazendo besteira, mas isso é errado? Faz algo que não é bonito por alguém que eu amo? Ou pelo menos eu acho que amo. Se eu estou disposta a fazer coisas por uma pessoa, eu suponho que a ame. Não sou do tipo que se influencia fácil, tenho minha opinião e nada a muda. E nesse caso, eu mudei de opinião, não sei se pela pressão de toda essa "concorrência", ou por estar realmente apaixonada, meio cegueta.
Dizem que quando se apaixona se perde a noção, se faz loucuras. Não sei se faço loucuras, mas eu perco a noção.
E agora, quando eu estou sozinha, eu fico pensando nessa situação toda, buscando uma razão, um sentido. Mas eu só consigo me preocupar, eu só consigo pensar no certo e no errado. Mas eu nem sei o que seria certo e errado nessa situação. Fico me perguntando se realmente existe errado, já que tudo que se passa nessa vida está escrito nas estrelas, ou simplesmente tem que acontecer. Mas então seria tudo certo? Certo e errado realmente existem ou são algo que nós inventamos para podermos sentir, ou não, culpa? Estou acreditando mais na segunda opção.
Afinal, tudo está mudando, constantemente, tudo está em movimento, rotação. O mundo está girando. Numa dessas voltas, o certo troca de lugar com o errado e a desgraça vira virtude, ou você percebe que a virtude é uma bela de uma bosta. Então, já que tudo está em mudança constantemente, inclusive nossa mente e opinião, há lugar para certo e errado?
Goodbye, Strangers.
quinta-feira, maio 21
Pessoas se tornaram descartáveis.
Eu fico observando quieta a maneira como as pessoas falam de outras pessoas. Principalmente em pequenos relacionamentos, de todos os tipos. Parece que hoje o que importa mesmo é a quantidade no lugar da qualidade. Não importa se você tem bons amigos se tiver vários, e se algum dia você enjoar deles, ótimo, você joga aqueles fora e compra novos. Não se compra pessoas, ou se joga fora.
Em relação a amigos, isso acontece menos, as pessoas estão mais interessadas em falar quem têm milhões de amigos, mesmo que não saibam da vida de um terço deles. O pior são os namorados. Cada semana eu vejo aquelas mesmas pessoas com pessoas diferentes. E aquelas outras em quem andavam enfiando a língua semana passada já não significam nada. Isso não deveria ser assim. As pessoas deveriam guardar seus sentimentos e elas mesmas para alguém de quem elas realmente gostem, não para o primeiro que aparecer só porque estão carentes. Me entristece muito ver esse tipo de coisa, entristece não, me decepciona. Me deixa completamente decepcionada com a nossa juventude de hoje, porque nós não somos o futuro, somos o agora. E o agora é isso? É essa coisa libertina, onde ninguém é de ninguém, onde ninguém liga para ninguém, onde as pessoas são objetos que se usa vez sim e vez não.
Pessoas não são brinquedos que se doa quando fica grande demais para eles. Pessoas são partes da sua vida, elementos que você permitiu que entrassem ou se convidaram e tornaram-se necessários. São também tudo que nos cerca, invisíveis a alguns, importantes a outros; assim, parte. Não objetos, ou sei lá como considerar o modo como são tratadas hoje.
O que mais irrita é que todos aceitam isso como se fosse normal. Como se fosse algo bom. Quantas vezes eu já ouvi "beijo bom é quando se gosta da pessoa". Então por que diabos beijar alguém que você não gosta? E depois agir como se nada tivesse acontecido. Isso é casualidade? Não chamo assim, pra mim é um desperdício de amor, de emoções, de essência do ser humano. É um desperdício de tudo, é uma maneira de não dar a mínima para o que você é.
Não e chame de antiquada, eu sei que sou. Mas se a modernidade é essa coisa transviada, errada, eu acho que prefiro os tempo antigos. Onde as pessoas realmente amavam antes de dizer isso para todos, onde as pessoas se importavam com quem estavam, onde sabiam com quem estavam, onde pessoas não eram colecionadas como figurinhas, onde se tinha poucos amores, mas verdadeiros.
Goodbye, Strangers.
Em relação a amigos, isso acontece menos, as pessoas estão mais interessadas em falar quem têm milhões de amigos, mesmo que não saibam da vida de um terço deles. O pior são os namorados. Cada semana eu vejo aquelas mesmas pessoas com pessoas diferentes. E aquelas outras em quem andavam enfiando a língua semana passada já não significam nada. Isso não deveria ser assim. As pessoas deveriam guardar seus sentimentos e elas mesmas para alguém de quem elas realmente gostem, não para o primeiro que aparecer só porque estão carentes. Me entristece muito ver esse tipo de coisa, entristece não, me decepciona. Me deixa completamente decepcionada com a nossa juventude de hoje, porque nós não somos o futuro, somos o agora. E o agora é isso? É essa coisa libertina, onde ninguém é de ninguém, onde ninguém liga para ninguém, onde as pessoas são objetos que se usa vez sim e vez não.
Pessoas não são brinquedos que se doa quando fica grande demais para eles. Pessoas são partes da sua vida, elementos que você permitiu que entrassem ou se convidaram e tornaram-se necessários. São também tudo que nos cerca, invisíveis a alguns, importantes a outros; assim, parte. Não objetos, ou sei lá como considerar o modo como são tratadas hoje.
O que mais irrita é que todos aceitam isso como se fosse normal. Como se fosse algo bom. Quantas vezes eu já ouvi "beijo bom é quando se gosta da pessoa". Então por que diabos beijar alguém que você não gosta? E depois agir como se nada tivesse acontecido. Isso é casualidade? Não chamo assim, pra mim é um desperdício de amor, de emoções, de essência do ser humano. É um desperdício de tudo, é uma maneira de não dar a mínima para o que você é.
Não e chame de antiquada, eu sei que sou. Mas se a modernidade é essa coisa transviada, errada, eu acho que prefiro os tempo antigos. Onde as pessoas realmente amavam antes de dizer isso para todos, onde as pessoas se importavam com quem estavam, onde sabiam com quem estavam, onde pessoas não eram colecionadas como figurinhas, onde se tinha poucos amores, mas verdadeiros.
Goodbye, Strangers.
terça-feira, maio 19
Roda Gigante.
Essa é a definição da nossa vida. Cheia de altos e baixos, diversão, perdas, tristezas e alegrias.
Não importa quem você é, o que você faz. Sua vida será sempre uma roda gigante, é necessário que as coisas mudem de vez em quando, é necessário sofrer e é necessário sorrir.
O mais estranho é que ora você está no topo, ora você está lá em baixo. Mas o pior é quando se está à meia altura, quando tudo parece normal e nada lhe afeta... É um momento para se refletir do que aconteceu no topo, é quando se desce de novo. A subida não se percebe, porque acontece muito rápido, eu suponho, assim como tudo nessa vida, você pisca e as coisas estão de um jeito, no segundo seguinte se vê perdida em um mundo estranho a qual tem que se acostumar. Normalmente quando se sobe, tudo o que se quer é chegar nesse mundo diferente, tudo o que se quer é ser o melhor de si outra vez, tudo que se quer é estar no topo.
Então, será que a vida é apenas isso? Altos, baixos, paradas para observar a noite e beijar, torpor e tudo de novo. Não, a vida é muito mais. A vida é o sentido. Essas coisas, apenas dão um curso a ela... Mas o colorido, a graça, a vivacidade e o final, somos nós, os protagonistas, que decidimos, que fazemos.
Goodbye, Strangers.
Não importa quem você é, o que você faz. Sua vida será sempre uma roda gigante, é necessário que as coisas mudem de vez em quando, é necessário sofrer e é necessário sorrir.
O mais estranho é que ora você está no topo, ora você está lá em baixo. Mas o pior é quando se está à meia altura, quando tudo parece normal e nada lhe afeta... É um momento para se refletir do que aconteceu no topo, é quando se desce de novo. A subida não se percebe, porque acontece muito rápido, eu suponho, assim como tudo nessa vida, você pisca e as coisas estão de um jeito, no segundo seguinte se vê perdida em um mundo estranho a qual tem que se acostumar. Normalmente quando se sobe, tudo o que se quer é chegar nesse mundo diferente, tudo o que se quer é ser o melhor de si outra vez, tudo que se quer é estar no topo.
Então, será que a vida é apenas isso? Altos, baixos, paradas para observar a noite e beijar, torpor e tudo de novo. Não, a vida é muito mais. A vida é o sentido. Essas coisas, apenas dão um curso a ela... Mas o colorido, a graça, a vivacidade e o final, somos nós, os protagonistas, que decidimos, que fazemos.
Goodbye, Strangers.
segunda-feira, maio 18
Borboletas voam ao meu redor.
Pode parecer estúpido, mas a melhor parte do meu dia é quando eu chego, ou saio, em casa e aquelas doces e coloridas borboletas ficam fazendo cambalhotas ao meu redor. São voos rasantes ou simples batidas de asas, ou o humilde ato de flutuar; tudo naquelas criaturas de vida curta me encanta. A liberdade, a simplicidade. Em pensar que elas eram apenas lagartas, bichinhos que muitos de nós julgariam nojentos, parasitas... Em pensar que um insetinho tão insignificante se tornaria em toda aquela magnificência que deixa todos nós, humanos, tão importantes, com inveja; inveja de toda aquela liberdade, de toda aquela beleza e inveja das asas.
Observo também os pássaros, o vento batendo em suas asas que vão diminuindo a velocidade com o qual planam, eles chegam ao chão delicadamente, sem peso, sem baque. Criaturas feitas para voar. Quando um ser humano pula, logo que seus pés tocam o chão se ouve um barulho, se sente um baque. Logicamente porque o ser humano não foi feito para voar, não foi feito para as alturas. Por mais que tentemos com a nossa gasolina e motores, nunca conseguiremos a leveza, a perfeição dos pássaros, das borboletas.
Bichinhos que nenhum de nós dá o valor necessário. Bichos que tentamos matar o aprisionar em um vidrinho, ou gaiola. As pessoas querem o que é bonito para elas, para que possam ver o tempo todo; não aceitam ver tal beleza presa em seu próprio contexto, onde pertence, onde se torna mais bonita, onde é legítimo.
As borboletas e os pássaros me encantam enquanto estão voando desvairada ou graciosamente ao meu redor, ou perto. Não importa. O bonito é vê-los livres, algo que deram a eles e não a nós. Pra mim, é relaxante, revitalizante ver aquelas pequenas e frágeis criaturas se aventurando pelo mundo, pousando em uma flor, ou em um galho. Gosto de vê-las em seus voos sinuosos, brincando umas com as outras, gosto de ver como fogem de predadores. Gosto de ver as coisas andando como deveriam de andar.
Goodbye, Strangers.
Observo também os pássaros, o vento batendo em suas asas que vão diminuindo a velocidade com o qual planam, eles chegam ao chão delicadamente, sem peso, sem baque. Criaturas feitas para voar. Quando um ser humano pula, logo que seus pés tocam o chão se ouve um barulho, se sente um baque. Logicamente porque o ser humano não foi feito para voar, não foi feito para as alturas. Por mais que tentemos com a nossa gasolina e motores, nunca conseguiremos a leveza, a perfeição dos pássaros, das borboletas.
Bichinhos que nenhum de nós dá o valor necessário. Bichos que tentamos matar o aprisionar em um vidrinho, ou gaiola. As pessoas querem o que é bonito para elas, para que possam ver o tempo todo; não aceitam ver tal beleza presa em seu próprio contexto, onde pertence, onde se torna mais bonita, onde é legítimo.
As borboletas e os pássaros me encantam enquanto estão voando desvairada ou graciosamente ao meu redor, ou perto. Não importa. O bonito é vê-los livres, algo que deram a eles e não a nós. Pra mim, é relaxante, revitalizante ver aquelas pequenas e frágeis criaturas se aventurando pelo mundo, pousando em uma flor, ou em um galho. Gosto de vê-las em seus voos sinuosos, brincando umas com as outras, gosto de ver como fogem de predadores. Gosto de ver as coisas andando como deveriam de andar.
Goodbye, Strangers.
quinta-feira, maio 14
Mudanças são necessárias.
É difícil para mim dizer algo assim, eu odeio mudanças. Na verdade, odeio qualquer coisa que me faça sair da rotina, odeio qualquer coisa que me faça ter que... mudar.
Mas agora eu ando vendo um lado bastante positivo nas mudanças. Elas são boas para que possamos aprender a viver. Eu acho que nunca passei por tantas mudanças tão rápido assim, é um tratamento de choque. Porque hoje eu estava pensando, se a minha amiga não tivesse se mudado, ainda seríamos a mesma coisa, eu não teria conhecido a Yvilla nem os outros amigos que eu fiz esse ano... Não que eles de alguma maneira possam substituí-la. Mas isso fez com que eu me desse conta de que ninguém vive sozinho, ou com só mais uma pessoa de companhia. É certo que não se pode ter milhões e milhões de amigos, mas também não se pode ter só um. O ser humano foi feito para conviver em sociedade, por mais que alguns reneguem isso, nós precisamos uns dos outros.
E precisamos também das mudanças. Na verdade, respirar já é uma certa mudança, da mesma maneira que crescer é.
Mudar os ares, expandir seus horizontes, tudo isso faz parte da vida e com essas coisas vêm as mudanças. Essas que podem ser boas ou ruins, depende da maneira como as encara.
Tem gente, que como eu, faz uma tempestade em um copo d'água, transforma algo que seria fácil em algo insuportável, inadmissível. Quando na verdade é apenas uma nova oportunidade, uma segunda chance.
Eu acredito quando dizem que Deus escreve certo por linhas tortas... Afinal, de um modo ou de outro, algo bom na vida de alguém tem que acontecer, nem que para isso coisas ruins aconteçam. Mas para perceber o bom, é preciso que coisas ruins te aconteçam... Nós já negligenciamos as melhores coisas o tempo todo pelo simples fato de elas serem frequentes, imagine o que faríamos com as que acontecem de vez em quando. Se muitas coisas ruins acontecem na sua vida, isso só quer dizer que ela é maravilhosa, para que você possa perceber isso.
Mudanças podem assustar um pouco logo de cara, mas são necessárias para que sua vida siga em frente.
Goodbye, Strangers.
Mas agora eu ando vendo um lado bastante positivo nas mudanças. Elas são boas para que possamos aprender a viver. Eu acho que nunca passei por tantas mudanças tão rápido assim, é um tratamento de choque. Porque hoje eu estava pensando, se a minha amiga não tivesse se mudado, ainda seríamos a mesma coisa, eu não teria conhecido a Yvilla nem os outros amigos que eu fiz esse ano... Não que eles de alguma maneira possam substituí-la. Mas isso fez com que eu me desse conta de que ninguém vive sozinho, ou com só mais uma pessoa de companhia. É certo que não se pode ter milhões e milhões de amigos, mas também não se pode ter só um. O ser humano foi feito para conviver em sociedade, por mais que alguns reneguem isso, nós precisamos uns dos outros.
E precisamos também das mudanças. Na verdade, respirar já é uma certa mudança, da mesma maneira que crescer é.
Mudar os ares, expandir seus horizontes, tudo isso faz parte da vida e com essas coisas vêm as mudanças. Essas que podem ser boas ou ruins, depende da maneira como as encara.
Tem gente, que como eu, faz uma tempestade em um copo d'água, transforma algo que seria fácil em algo insuportável, inadmissível. Quando na verdade é apenas uma nova oportunidade, uma segunda chance.
Eu acredito quando dizem que Deus escreve certo por linhas tortas... Afinal, de um modo ou de outro, algo bom na vida de alguém tem que acontecer, nem que para isso coisas ruins aconteçam. Mas para perceber o bom, é preciso que coisas ruins te aconteçam... Nós já negligenciamos as melhores coisas o tempo todo pelo simples fato de elas serem frequentes, imagine o que faríamos com as que acontecem de vez em quando. Se muitas coisas ruins acontecem na sua vida, isso só quer dizer que ela é maravilhosa, para que você possa perceber isso.
Mudanças podem assustar um pouco logo de cara, mas são necessárias para que sua vida siga em frente.
Goodbye, Strangers.
quarta-feira, maio 13
Saudades.
Confesso que não sou do tipo de pessoa que realmente sente saudades. Eu sinto um pouco de falta, um desconforto. Mas, saudades, isso não é meu forte.
Mas ultimamente eu tenho sentido bastante saudades. Não sei se é saudades se quando você não vê as pessoas com quem queria falar online e dá vontade de sair, mas é o mais próximo que eu já tive. Sou bem estranha em relação a isso de saudades, é como se as pessoas para mim fossem indiferentes. Bom, pelo menos era assim. Eu ficava bestificada quando meus pais diziam que tinha sentido minha falta em um final de semana, coisa que eu não sinto. "Desde que tenha comida e papel higiênico em casa; eu é que não tô nem aí." Eu costumava pensar assim, mas não tem sido desse jeito. Não, continuo sem sentir saudades dos meus pais, mas tem tempo que eu não fico fora de casa...
Eu sinto mesmo saudades daquelas pessoas que eu gosto e com quem eu não consigo falar, tenho desencontrado. Eu realmente quero ver essas pessoas, elas me fazem falta, a mesma falta que me faria um pedaço de mim. É ruim vir para o computador e não poder ver aquelas pessoas online, contar o meu dia ordinário... É... solitário.
Ontem mesmo eu estava discordando horrores, dizendo que o vício no computador não fazia que as pessoas ficassem individualistas e solitárias. Mas hoje, e até mesmo ontem, eu estou me sentindo assim. Nenhuma daquelas pessoas de quem eu gosto muito está disponível, e eu... eu estou solitária.
Eu sempre achei que os amigos virtuais não interfeririam na vida real... Mas, eles interferiram, e quando eu finalmente consegui conciliar as duas coisas parece que eu os perdi. Certo, eu não os perdi, mas não vê-los online me agonia. E eu estou com saudades.
Talvez eu tenha me tornado dependente deles, e quando não estão comigo falando sobre nada praticamente, me sinto só. O mais estranho é que eles me disseram que estariam aqui. Estou começando a me preocupar... E, mais uma vez, estou com saudades.
Mas a única coisa válida que há em se sentir saudades, é o alívio que você tem quando a pessoa entra.
Goodbye, Strangers.
Mas ultimamente eu tenho sentido bastante saudades. Não sei se é saudades se quando você não vê as pessoas com quem queria falar online e dá vontade de sair, mas é o mais próximo que eu já tive. Sou bem estranha em relação a isso de saudades, é como se as pessoas para mim fossem indiferentes. Bom, pelo menos era assim. Eu ficava bestificada quando meus pais diziam que tinha sentido minha falta em um final de semana, coisa que eu não sinto. "Desde que tenha comida e papel higiênico em casa; eu é que não tô nem aí." Eu costumava pensar assim, mas não tem sido desse jeito. Não, continuo sem sentir saudades dos meus pais, mas tem tempo que eu não fico fora de casa...
Eu sinto mesmo saudades daquelas pessoas que eu gosto e com quem eu não consigo falar, tenho desencontrado. Eu realmente quero ver essas pessoas, elas me fazem falta, a mesma falta que me faria um pedaço de mim. É ruim vir para o computador e não poder ver aquelas pessoas online, contar o meu dia ordinário... É... solitário.
Ontem mesmo eu estava discordando horrores, dizendo que o vício no computador não fazia que as pessoas ficassem individualistas e solitárias. Mas hoje, e até mesmo ontem, eu estou me sentindo assim. Nenhuma daquelas pessoas de quem eu gosto muito está disponível, e eu... eu estou solitária.
Eu sempre achei que os amigos virtuais não interfeririam na vida real... Mas, eles interferiram, e quando eu finalmente consegui conciliar as duas coisas parece que eu os perdi. Certo, eu não os perdi, mas não vê-los online me agonia. E eu estou com saudades.
Talvez eu tenha me tornado dependente deles, e quando não estão comigo falando sobre nada praticamente, me sinto só. O mais estranho é que eles me disseram que estariam aqui. Estou começando a me preocupar... E, mais uma vez, estou com saudades.
Mas a única coisa válida que há em se sentir saudades, é o alívio que você tem quando a pessoa entra.
Goodbye, Strangers.
terça-feira, maio 12
Qual é a sua palavra preferida?
Uma vez me fizeram me fizeram essa pergunta e eu não sabia a resposta, assim, na ponta da língua. Depois eu vim a descobrir que minha palavra preferida é exorbitante. Não sei se vocês já a ouviram, ou leram, que seja. Ela simplesmente é a minha palavra. Já que a única outra pessoa que eu conheço que a fala é meu pai... então é minha.
O que eu mais gosto nela é que soa como uma definição para mim. Já que exorbitância quer dizer excesso, que excede a órbita. E se eu for parar para pensar, sou assim. Eu nunca faço as coisas de menos, ou mais ou menos. Na verdade, sempre levo tudo aos extremos. Não sei se isso é bom, não. Mas não é algo que me incomode, eu gosto dos meus excessos e carências. Às vezes é bom levar tudo ao pé da letra, mesmo que fugindo um pouco da realidade, eu vivi coisas super intensas, mesmo que só na minha imaginação. Eu sofri sem nem ao menos precisar. Tudo isso pela minha mania de me fechar pro mundo. Já hoje, que eu resolvi fazer uma mudança, fui obrigada, em falta tempo pra ficar com meus amigos. Isso não é lá muito bom, porque alguns acabam ficando esquecidos, mas de outro lado é maravilhoso! É bom saber que mais de uma pessoa gosta de você de vez em quando, sabe? Afinal, nós nascemos para conviver em sociedade, caso contrário seríamos como os gaviões, os animais solitários.
Mas, eu, eu nasci para conviver. Mesmo que de forma discreta e calada, ninguém gosta de ficar sozinho, mesmo que continue a se enganar dizendo o mesmo.
Bom, acho que exorbitante também teria outro sentido para a resposta a essa pergunta. Se levar em consideração que a quantidade de palavras que eu gosto é exorbitante. Às vezes nem pelo significado, mas pela maneira como soa, ou como se escreve.
Talvez eu goste mesmo de palavras. Penso que não seríamos nada sem elas. E não seríamos nada, a não ser um bando de trogloditas balbuciando, gesticulando. As palavras nos dão liberdade, e quando usadas corretamente podem inspirar, podem abrir portas que nunca teriam sido abertas de outra maneira. Palavras são a chave para o mundo e para a vida. Como diz o ditado "quem tem boca vai a Roma." Que quer dizer nada mais nada menos que as palavras são a porta, são o caminho; mas não para Roma, são para qualquer lugar para o qual queira ir, são o caminho para você mesmo.
Eu simplesmente estou apaixonada pelas palavras, elas me fizeram ver.
Goodbye, Strangers.
O que eu mais gosto nela é que soa como uma definição para mim. Já que exorbitância quer dizer excesso, que excede a órbita. E se eu for parar para pensar, sou assim. Eu nunca faço as coisas de menos, ou mais ou menos. Na verdade, sempre levo tudo aos extremos. Não sei se isso é bom, não. Mas não é algo que me incomode, eu gosto dos meus excessos e carências. Às vezes é bom levar tudo ao pé da letra, mesmo que fugindo um pouco da realidade, eu vivi coisas super intensas, mesmo que só na minha imaginação. Eu sofri sem nem ao menos precisar. Tudo isso pela minha mania de me fechar pro mundo. Já hoje, que eu resolvi fazer uma mudança, fui obrigada, em falta tempo pra ficar com meus amigos. Isso não é lá muito bom, porque alguns acabam ficando esquecidos, mas de outro lado é maravilhoso! É bom saber que mais de uma pessoa gosta de você de vez em quando, sabe? Afinal, nós nascemos para conviver em sociedade, caso contrário seríamos como os gaviões, os animais solitários.
Mas, eu, eu nasci para conviver. Mesmo que de forma discreta e calada, ninguém gosta de ficar sozinho, mesmo que continue a se enganar dizendo o mesmo.
Bom, acho que exorbitante também teria outro sentido para a resposta a essa pergunta. Se levar em consideração que a quantidade de palavras que eu gosto é exorbitante. Às vezes nem pelo significado, mas pela maneira como soa, ou como se escreve.
Talvez eu goste mesmo de palavras. Penso que não seríamos nada sem elas. E não seríamos nada, a não ser um bando de trogloditas balbuciando, gesticulando. As palavras nos dão liberdade, e quando usadas corretamente podem inspirar, podem abrir portas que nunca teriam sido abertas de outra maneira. Palavras são a chave para o mundo e para a vida. Como diz o ditado "quem tem boca vai a Roma." Que quer dizer nada mais nada menos que as palavras são a porta, são o caminho; mas não para Roma, são para qualquer lugar para o qual queira ir, são o caminho para você mesmo.
Eu simplesmente estou apaixonada pelas palavras, elas me fizeram ver.
Goodbye, Strangers.
segunda-feira, maio 11
Quero crer no amor numa boa.
Às vezes isso é tudo que eu preciso. Preciso me sentir especial para alguém, por mais que não seja algo verdadeiro, eu gosto de ser enganada. Na verdade, o que eu preciso mesmo é acreditar que o amor realmente existe, eu preciso manter meus pensamentos em uma pessoa, ou em várias; e mesmo que não seja amor... essa coisa é simplesmente viciante e vital para mim. Não sei se sou normal. Mas sabem o que dizem: "Love is all we need". E talvez seja mesmo. Pelo menos para mim. Seja esse o amor que eu sinto ou amor que os outros compartilham. É só eu ouvir falar de um final que feliz que fico vendo passarinhos verdes, procurando o meu próprio passarinho independentemente de cor.
E sabe, toda essa adrenalina que eu fico sentindo só por gostar de alguém, nossa é ótima, é indescritível. Acho que a maneira como eu agito os braços a falar sobre pode descrever isso melhor. É a mesma maneira de quando eu estou falando sobre algo muito empolgante, algo que me agrada horrores. Então isso pode significar que estar assim, meio abobalhada por culpa de alguém que me tira o sono e mesmo assim eu acordo de extremo bom humor (o que nunca acontece), bom, isso é simplesmente maravilhoso para mim.
Eu gosto de poder acreditar mesmo no amor, em finais felizes, em contos de fadas e em tudo isso que com o tempo eu fui deixando de acreditar. Afinal, a vida é bela, mas acima de tudo, foi feita para viver, não apenas observar. E nós, seres humanos, nascemos para amar. As outras atividades são apenas passatempos para que possamos amar de novo. É, eu vi isso num filme, e não era "amar", era "fazer amor", mas amar é mais bonito, é mais puro e imensamente mais extasiante. {Extasiante não era a palavra, mas eu esqueci enquanto respondia uma janela do MSN, janela que me deixa assim.}
O que eu quis dizer é que todos nós amamos pelo menos uma pessoa, mesmo quem tem um coração de pedra e se fecha para o mundo. O amor está presente em tudo, até mesmo no ódio.
Tudo que eu quero é acreditar nesse tal de amor romântico, sem pensar no sofrimento e na dor que as pessoas dizem que vem junto. Afinal, isso tudo compensa pelos bons momentos e os sorrisos permanentes.
Goodbye, Strangers.
E sabe, toda essa adrenalina que eu fico sentindo só por gostar de alguém, nossa é ótima, é indescritível. Acho que a maneira como eu agito os braços a falar sobre pode descrever isso melhor. É a mesma maneira de quando eu estou falando sobre algo muito empolgante, algo que me agrada horrores. Então isso pode significar que estar assim, meio abobalhada por culpa de alguém que me tira o sono e mesmo assim eu acordo de extremo bom humor (o que nunca acontece), bom, isso é simplesmente maravilhoso para mim.
Eu gosto de poder acreditar mesmo no amor, em finais felizes, em contos de fadas e em tudo isso que com o tempo eu fui deixando de acreditar. Afinal, a vida é bela, mas acima de tudo, foi feita para viver, não apenas observar. E nós, seres humanos, nascemos para amar. As outras atividades são apenas passatempos para que possamos amar de novo. É, eu vi isso num filme, e não era "amar", era "fazer amor", mas amar é mais bonito, é mais puro e imensamente mais extasiante. {Extasiante não era a palavra, mas eu esqueci enquanto respondia uma janela do MSN, janela que me deixa assim.}
O que eu quis dizer é que todos nós amamos pelo menos uma pessoa, mesmo quem tem um coração de pedra e se fecha para o mundo. O amor está presente em tudo, até mesmo no ódio.
Tudo que eu quero é acreditar nesse tal de amor romântico, sem pensar no sofrimento e na dor que as pessoas dizem que vem junto. Afinal, isso tudo compensa pelos bons momentos e os sorrisos permanentes.
Goodbye, Strangers.
domingo, maio 10
O que um dia pode render.
Para começo de conversa, meu dia me rendeu maravilhosos pensamentos. Logicamente eu não lembro de todos, não mesmo. Mas alguns me marcaram um pouco.
Um deles foi o de saber que ano que vem eu faço 16 anos, eu sei que posso estar colocando a carroça na frente dos bois, porque nem 15 eu fiz ainda. Mas, sabe, isso me deu um clique, como se fosse algo me dizendo que está na hora de começar a viver. E eu fiquei muito feliz de saber que eu estou realmente começando a fazer isso. O mês começou há duas semanas e eu saí em quase todos os finais de semana. E estou me tornando alguém mais simpático, e um pouco popular. Não que eu goste, tenho um pouco de medo. E me sinto desconfortável, não sou do tipo de menina que fala com todo mundo. Por mais que Yvilla discorde, eu nasci para o anonimato.
Outro foi o de como eu reclamo. Sempre que eu escrevo, estou criticando, reclamando, ou tentando causar um tipo de revolta. Mas às vezes, eu gosto de escrever sobre alegria, sobre amor e sobre como é bom estar apaixonada. Mas no momento, tudo que me domina é o torpor. Estou melhorando muito, ando me divertindo à beça e perdendo medos. Acho que logo, logo estarei boba e feliz outra fez.
Enquanto pensava nas minhas reclamações, resolvi pensar nem que por pouco tempo em como as coisas são bonitas e em como eu gosto de Petrópolis. Isso porque eu sempre reclamo de ter nascido aqui e não em São Paulo. Mas daí eu fui para a sacada e fiquei observando a cadeia de montanhas com os pequenos bois no topo de algumas; observei o céu claro com pequenas manchas que formavam as nuvens; observei os urubus voando no alto, os passarinhos nos fios, as árvores; parei e comecei a conversar com minha gata, que falou comigo por debaixo das flores. Eu queria ter uma câmera comigo o tempo todo para que eu pudesse fotografar toda essa beleza, guardá-la para depois. E havia tempo que eu não pensava assim, havia tempo que eu não observava o simples.
Logo de manhã, falando com minha mãe. Ela tinha brigado com meu pai, e ela estava sendo infantil. Eu disse umas coisas para ela e acho que ela entendeu. Pensei em como isso é frequente, em como é comum eu me ver no lugar de única mulher adulta mesmo; já que minha vó age como se tivesse três anos, tudo que se fala para ela é motivo para choro, o jeito como ela torce tudo. Minha mãe é adulta, fato. Mas às vezes ela é tão infantil, insensata. E, mais uma vez, torce demais as coisas. Eu sei que torço coisas para caramba. Mas, sei lá, acho que sou mais racional. Ou não. Isso não é algo que eu domine bem, mas me fez pensar.
Bom, um dia sem grandes tarefas me rende vários pensamentos, mais do que em um dia comum.
Goodbye, Strangers.
Um deles foi o de saber que ano que vem eu faço 16 anos, eu sei que posso estar colocando a carroça na frente dos bois, porque nem 15 eu fiz ainda. Mas, sabe, isso me deu um clique, como se fosse algo me dizendo que está na hora de começar a viver. E eu fiquei muito feliz de saber que eu estou realmente começando a fazer isso. O mês começou há duas semanas e eu saí em quase todos os finais de semana. E estou me tornando alguém mais simpático, e um pouco popular. Não que eu goste, tenho um pouco de medo. E me sinto desconfortável, não sou do tipo de menina que fala com todo mundo. Por mais que Yvilla discorde, eu nasci para o anonimato.
Outro foi o de como eu reclamo. Sempre que eu escrevo, estou criticando, reclamando, ou tentando causar um tipo de revolta. Mas às vezes, eu gosto de escrever sobre alegria, sobre amor e sobre como é bom estar apaixonada. Mas no momento, tudo que me domina é o torpor. Estou melhorando muito, ando me divertindo à beça e perdendo medos. Acho que logo, logo estarei boba e feliz outra fez.
Enquanto pensava nas minhas reclamações, resolvi pensar nem que por pouco tempo em como as coisas são bonitas e em como eu gosto de Petrópolis. Isso porque eu sempre reclamo de ter nascido aqui e não em São Paulo. Mas daí eu fui para a sacada e fiquei observando a cadeia de montanhas com os pequenos bois no topo de algumas; observei o céu claro com pequenas manchas que formavam as nuvens; observei os urubus voando no alto, os passarinhos nos fios, as árvores; parei e comecei a conversar com minha gata, que falou comigo por debaixo das flores. Eu queria ter uma câmera comigo o tempo todo para que eu pudesse fotografar toda essa beleza, guardá-la para depois. E havia tempo que eu não pensava assim, havia tempo que eu não observava o simples.
Logo de manhã, falando com minha mãe. Ela tinha brigado com meu pai, e ela estava sendo infantil. Eu disse umas coisas para ela e acho que ela entendeu. Pensei em como isso é frequente, em como é comum eu me ver no lugar de única mulher adulta mesmo; já que minha vó age como se tivesse três anos, tudo que se fala para ela é motivo para choro, o jeito como ela torce tudo. Minha mãe é adulta, fato. Mas às vezes ela é tão infantil, insensata. E, mais uma vez, torce demais as coisas. Eu sei que torço coisas para caramba. Mas, sei lá, acho que sou mais racional. Ou não. Isso não é algo que eu domine bem, mas me fez pensar.
Bom, um dia sem grandes tarefas me rende vários pensamentos, mais do que em um dia comum.
Goodbye, Strangers.
terça-feira, maio 5
Lourcura.
É certo que todos nós temos um pouco de loucos, sejam pequenas manias, algum transtorno e até mesmo distúrbio. Na verdade, ninguém é perfeitamente normal, todos temos defeitos, detalhes, detalhes que nos tornam diferentes. Seria loucura dizer que somos todos lúcidos. Afinal de contar, viver em si já é uma grande loucura, uma aventura. Quem em sã consciência viria a provar de todos os sentimentos que temos a nosso dispor, quem iria sofrer? Acho que o simples fato de todos fazermos certas coisas sem pensar antes, impulsivas, é loucura.
A minha loucura em particular pode ser confundida com egocentrismo ou narcisismo, ou qualquer outra coisa que tenha a ver com achar que o centro do mundo é seu umbigo. Mas, convenhamos que o centro do nosso mundo, realmente, é a pessoa que o vive. No meu caso, eu.
Certo, voltando ao assunto. A tal loucura da qual eu falei é uma certa mania de perseguição. É como se as pessoas estivessem roubando a minha essência. Acho que todos nós temos disso. É algo de diferente que você faz e logo outras pessoas fazem. Talvez isso seja até bom de certo modo, mas eu me sinto roubada. E para mim, tudo que eu faço vai ser roubado por alguém. Com o tempo, eu desisti de ser diferente. As pessoas precisam de criatividade. Mas, eu devo mesmo deixar de ser o que eu sou porque isso influencia os outros?
Existem também aquelas pessoas que são realmente loucas. Aquelas que levam a mania de perseguição muito a sério, aquelas que cometem desatinos, aquelas que rasgam dinheiro.
É certo que a loucura se achega com a velhice, o cérebro vai ficando cansado e começa a dar problemas. É como um aparelho velho, vai sempre dar problemas. Então, se ficarmos velhos, é quase certo que ficaremos loucos. Mas o que me deixa pensativa são aquelas pessoas que ficam loucas do nada. Deprime também. Saber que existem pessoas que não diferem o certo do errado, o que é real do que não é, que não conseguem saber onde estão, quem são. Se para nós, que somos aparentemente normais e lúcidos é difícil, para as mentes estragadas, vencidas, perdidas, deve ser muito pior. Entristece saber que pessoas com intelecto fantástico esquecem de tudo que sabiam por loucura. A loucura real é triste.
Sabe de um tipo de louco engraçado? Aqueles que têm medo de ficar louco. Acabam vivendo em uma paranóia, uma doença. E quando percebem, eles já estão loucos. Talvez a loucura chegue a nós pelo medo que sentimos dela, não pela idade, ou por qualquer outro motivo. Talvez a loucura esteja na nossa mente, ela mesma se aprisiona, por medo.
Algo que me irrita profundamente são esses adolescentes sem juízo que ficam fazendo papel de loucos. Ficam dizendo que são doidos, que fazem e que acontecem. Mentira, eles não rasgam dinheiro, eles não são loucos coisa nenhuma e muito menos estão aproveitando a vida por fingir ser algo que não são. Não entendo por que tem tanta vontade de loucura. Eles realmente acham que algo de diferente vai lhes acontecer? Acham que serão aceitos nessa sociedade? Não sei o que passa na cabeça deles. Não sei quem lhes disse que ser louco é bom.
Pior ainda são os que chamam os amigos de loucos. Eles não sabem da missa um terço da vida do amigo. Porque, normalmente, quando chamam, são aquelas pessoas que nunca falaram com você e só porque um dia você riu mais alto estão lá, te chamando de louco.
Argh, eu nunca vou entender esse fogo, essa sede de loucura. É apenas estupidez.
E talvez eu seja insana de ficar criticando os outros, sem olhar pra mim, me contradizendo o tempo todo. Merda, insanidade é algo diferente. Só sou uma mente confusa.
Goodbye, Strangers.
A minha loucura em particular pode ser confundida com egocentrismo ou narcisismo, ou qualquer outra coisa que tenha a ver com achar que o centro do mundo é seu umbigo. Mas, convenhamos que o centro do nosso mundo, realmente, é a pessoa que o vive. No meu caso, eu.
Certo, voltando ao assunto. A tal loucura da qual eu falei é uma certa mania de perseguição. É como se as pessoas estivessem roubando a minha essência. Acho que todos nós temos disso. É algo de diferente que você faz e logo outras pessoas fazem. Talvez isso seja até bom de certo modo, mas eu me sinto roubada. E para mim, tudo que eu faço vai ser roubado por alguém. Com o tempo, eu desisti de ser diferente. As pessoas precisam de criatividade. Mas, eu devo mesmo deixar de ser o que eu sou porque isso influencia os outros?
Existem também aquelas pessoas que são realmente loucas. Aquelas que levam a mania de perseguição muito a sério, aquelas que cometem desatinos, aquelas que rasgam dinheiro.
É certo que a loucura se achega com a velhice, o cérebro vai ficando cansado e começa a dar problemas. É como um aparelho velho, vai sempre dar problemas. Então, se ficarmos velhos, é quase certo que ficaremos loucos. Mas o que me deixa pensativa são aquelas pessoas que ficam loucas do nada. Deprime também. Saber que existem pessoas que não diferem o certo do errado, o que é real do que não é, que não conseguem saber onde estão, quem são. Se para nós, que somos aparentemente normais e lúcidos é difícil, para as mentes estragadas, vencidas, perdidas, deve ser muito pior. Entristece saber que pessoas com intelecto fantástico esquecem de tudo que sabiam por loucura. A loucura real é triste.
Sabe de um tipo de louco engraçado? Aqueles que têm medo de ficar louco. Acabam vivendo em uma paranóia, uma doença. E quando percebem, eles já estão loucos. Talvez a loucura chegue a nós pelo medo que sentimos dela, não pela idade, ou por qualquer outro motivo. Talvez a loucura esteja na nossa mente, ela mesma se aprisiona, por medo.
Algo que me irrita profundamente são esses adolescentes sem juízo que ficam fazendo papel de loucos. Ficam dizendo que são doidos, que fazem e que acontecem. Mentira, eles não rasgam dinheiro, eles não são loucos coisa nenhuma e muito menos estão aproveitando a vida por fingir ser algo que não são. Não entendo por que tem tanta vontade de loucura. Eles realmente acham que algo de diferente vai lhes acontecer? Acham que serão aceitos nessa sociedade? Não sei o que passa na cabeça deles. Não sei quem lhes disse que ser louco é bom.
Pior ainda são os que chamam os amigos de loucos. Eles não sabem da missa um terço da vida do amigo. Porque, normalmente, quando chamam, são aquelas pessoas que nunca falaram com você e só porque um dia você riu mais alto estão lá, te chamando de louco.
Argh, eu nunca vou entender esse fogo, essa sede de loucura. É apenas estupidez.
E talvez eu seja insana de ficar criticando os outros, sem olhar pra mim, me contradizendo o tempo todo. Merda, insanidade é algo diferente. Só sou uma mente confusa.
Goodbye, Strangers.
domingo, maio 3
Domingo = Tédio?
Muita gente gente fala sobre o famoso "tédio de domingo", mas eu não acho que domingos são tão tediosos assim. É apenas um começo, ou fim, tanto faz, de uma semana. Ou dia de fazer dever.
Para mim, os domingos são tediosos apenas depois das quatro, dependendo do dia. De manhã eu normalmente assisto a programas de velocidade, o que me dá um sono violento, mas ao mesmo tempo é algo que eu gosto de fazer. E bem ou mal, domingos são meus dias em família. Seja quando vem aquela turma toda (meia dúzia de gatos pingados) aqui pra casa (Natal, Páscoa, Dia das Mães e Dia dos Pais). Bom, eu acabo aproveitando. Mas, sinceramente, eu não sou lá do tipo família. Pra mim, é um porre na maioria das vezes, mas acho que só o fato de vê-los me deixa animada para a situação, não sei.
Enfim, domingo é o dia que eu passo com meus pais. É claro que eu também fico no computador, mas, é o dia em que eu mais fico com eles. Passamos quase que o dia todo juntos e isso é bastante bom, eu gosto dos meus pais.
Certo, domingos são mesmo tediosos. Mas isso depende bastante do que vai acontecer na sua segunda-feira. Se vai ser uma segunda medíocre onde nada de novo vai acontecer e você está pouco se lixando pra ela, bom, daí o domingo é um tédio. E quando tem algo realmente importante para fazer no dia seguinte, é massacrante, pura pressão. Acho que o segredo dos domingos é manter-se ocupado. Se gastar seu tempo de domingo fora de casa, nem vai perceber o dia passar, e vai aproveitá-lo de verdade.
Mas, meu Deus, que tipo de texto é esse? Domingos?
Ao longo desse domingo, eu pensei em vários temas, de verdade. Mas eu devo sofrer de algum mal, pois esqueci-me de todos. O que me restou foi um texto ridículo sobre domingos.
Sabe do que eu sinto falta?
Sinto falta de escrever de verdade. Sem um dicionário virtual, ou seja lá qual é o nome disso, me corrigindo a cada erro. Eu sinto falta de papel, tinta e palavras. As únicas coisas que eu tenho escrito são textos para escola, redações cujos temas eu não gosto, telefones, coisas assim, sem sentimento.
Eu sinto falta de pegar em um caderno e, com toda devoção do mundo, pregar palavras naquela folha então sem vida. Eu sinto falta da emoção e da verdade que colocava em tais coisas.
Agora só tenho tido tempo de escrever aqui, por um teclado, onde eu erro e erro inúmeras vezes. Onde ninguém pode confundir minha grafia com minha ortografia. Ah, escrever aqui é tão sem graça, sem vida. A única real vantagem é que é possível publicar alguma coisa escrita em seu computador. Mas mesmo que um texto feito no papel não seja feito para que passe de mão em mão, eu adoro expor os meus. Eu adoro opiniões na verdade.
Talvez eu precise dos meus textos para afirmar alguma coisa sobre mim. Talvez eu precise que me elogiem nas coisas que eu faço para que eu não abandone. Porque... eu nunca tinha parado para pensar, mas eu sou assim, se eu faço algo, tenho que ser a melhor naquilo, quase contrário, eu desisti, alego que não gosto. Porque eu não gosto de falhar.
Mas não ser o melhor em algo, quer dizer realmente falhar? Ou desistir de algo porque é o pior é falhar?
Acho que falhar é não se dar a chance de tentar.
Goodbye, Strangers.
Para mim, os domingos são tediosos apenas depois das quatro, dependendo do dia. De manhã eu normalmente assisto a programas de velocidade, o que me dá um sono violento, mas ao mesmo tempo é algo que eu gosto de fazer. E bem ou mal, domingos são meus dias em família. Seja quando vem aquela turma toda (meia dúzia de gatos pingados) aqui pra casa (Natal, Páscoa, Dia das Mães e Dia dos Pais). Bom, eu acabo aproveitando. Mas, sinceramente, eu não sou lá do tipo família. Pra mim, é um porre na maioria das vezes, mas acho que só o fato de vê-los me deixa animada para a situação, não sei.
Enfim, domingo é o dia que eu passo com meus pais. É claro que eu também fico no computador, mas, é o dia em que eu mais fico com eles. Passamos quase que o dia todo juntos e isso é bastante bom, eu gosto dos meus pais.
Certo, domingos são mesmo tediosos. Mas isso depende bastante do que vai acontecer na sua segunda-feira. Se vai ser uma segunda medíocre onde nada de novo vai acontecer e você está pouco se lixando pra ela, bom, daí o domingo é um tédio. E quando tem algo realmente importante para fazer no dia seguinte, é massacrante, pura pressão. Acho que o segredo dos domingos é manter-se ocupado. Se gastar seu tempo de domingo fora de casa, nem vai perceber o dia passar, e vai aproveitá-lo de verdade.
Mas, meu Deus, que tipo de texto é esse? Domingos?
Ao longo desse domingo, eu pensei em vários temas, de verdade. Mas eu devo sofrer de algum mal, pois esqueci-me de todos. O que me restou foi um texto ridículo sobre domingos.
Sabe do que eu sinto falta?
Sinto falta de escrever de verdade. Sem um dicionário virtual, ou seja lá qual é o nome disso, me corrigindo a cada erro. Eu sinto falta de papel, tinta e palavras. As únicas coisas que eu tenho escrito são textos para escola, redações cujos temas eu não gosto, telefones, coisas assim, sem sentimento.
Eu sinto falta de pegar em um caderno e, com toda devoção do mundo, pregar palavras naquela folha então sem vida. Eu sinto falta da emoção e da verdade que colocava em tais coisas.
Agora só tenho tido tempo de escrever aqui, por um teclado, onde eu erro e erro inúmeras vezes. Onde ninguém pode confundir minha grafia com minha ortografia. Ah, escrever aqui é tão sem graça, sem vida. A única real vantagem é que é possível publicar alguma coisa escrita em seu computador. Mas mesmo que um texto feito no papel não seja feito para que passe de mão em mão, eu adoro expor os meus. Eu adoro opiniões na verdade.
Talvez eu precise dos meus textos para afirmar alguma coisa sobre mim. Talvez eu precise que me elogiem nas coisas que eu faço para que eu não abandone. Porque... eu nunca tinha parado para pensar, mas eu sou assim, se eu faço algo, tenho que ser a melhor naquilo, quase contrário, eu desisti, alego que não gosto. Porque eu não gosto de falhar.
Mas não ser o melhor em algo, quer dizer realmente falhar? Ou desistir de algo porque é o pior é falhar?
Acho que falhar é não se dar a chance de tentar.
Goodbye, Strangers.
sábado, maio 2
Algo novo para me inspirar.
Ultimamente a preguiça tem me dominado. É como se nada mais me desse prazer, se nada do que um dia eu julguei essencial, vital, me satisfizesse mais, me desse alegria, me bastasse. Então eu simplesmente parei de fazer as coisas, primeiro parei de ler, depois de desenhar, daí larguei os meus textos, meus cadernos e minhas páginas na internet, larguei minhas próprias fotos, larguei os meus estudos, larguei até mesmo a televisão. As duas únicas coisas que eu tenho feito são estudar e ficar em frente a esse computador, editando fotos que nem minhas são.
Confesso que largar certos vícios me deram o melhor círculo de amizades que eu já tive. Mas será mesmo? Só porque agora eu falo com mais pessoas e porque eu abraço mais gente do que antes quer dizer que meu círculo de amizades é melhor. Não sei se é bem por aí. Ao mesmo tempo em que eu tenho esses meus amigos, nenhum deles é aquele amigo para mim, e nem eu sou para algum deles. Talvez eu seja um boa amiga, de ambos os pontos de vista. Mas, ainda assim, eu não sinto total confiança neles, confiança que eu sentia em uma única pessoa. Pessoa em quem eu podia confiar para tudo, revelar os meus segredos mais obscuros, meus medos, minhas alegrias tolas. E ela via em mim até mesmo as coisas que eu não tinha percebido, coisas das quais eu não sabia ainda. Acho que nunca me senti tão bem perto de uma pessoa. E eu não aproveitei suficientemente. Agora ela se foi, nosso contato está se perdendo. E eu nunca senti tanta falta de alguém assim.
Então, mesmo com esse bando de amigos que eu tenho, eu ainda me sinto só, bem no fundo. Porque os meus amigos, amigos em quem eu posso confiar sem maiores medos ou preocupações, amigos iguais ou completamente diferentes. Bom, eles estão longe quando eu preciso deles.
E meus amigos de verdades só estão tão longe assim pelos meus medos, medo de mostrar a cara e fazer amigos que estivessem realmente aqui, presentes. Mas eu não me arrependo... Mesmo estando longe, são os melhores amigos que já tive, me compreendem e compartilham parte da vida deles comigo. Às vezes é bom saber que eles também se sentem assim em relação a mim.
E colocar os meus amigos um do lado do outro só me faz ver que eu convivo mesmo é com estranhos. Estranhos a quem eu amo. Mas estranhos a minha realidade, eu sou estranha a eles. Não sei de nada da vida deles, nem eles da minha. Eu me sinto uma estranha em meio a eles. O único lugar onde me sinto bem, onde me sinto no meu lugar, é perto daqueles que estão longe.
E toda essa nova aventura de amigos novos, de mini paixões, toda essa nova vida me fez perder a velha, a vida da qual eu gostava. Não que eu não goste dessa. Mas essa não sou eu. Eu sou aquela menina que passava horas sentada em uma cama lendo, eu sou aquela menina que fica desenhando olhos nos cadernos, que escreve sobre tudo, que faz da escrita uma forma de protesto e um comprimido para a loucura. Onde está essa pessoa? É tudo que eu preciso saber. Só o que eu vejo é uma menina fútil e mórbida que deixou até a vaidade desvairada de lado para se tornar normal, para se sentir aceitável e membro da sociedade dos novos amigos. Antes eu tinha personalidade, hoje eu me sinto só uma nuance do que um dia eu fui, hoje eu sou tudo que um dia eu critiquei, sou tudo que aos poucos fui deixando de ser.
Por isso fiz esse blog. Uma tentativa desesperada de voltar ao normal, de recuperar toda aquela inspiração que eu tinha antes. É uma esperança de voltar a ser aquilo que eu realmente sou, não o que me enfiam goela abaixo.
Goodbye, Strangers.
Confesso que largar certos vícios me deram o melhor círculo de amizades que eu já tive. Mas será mesmo? Só porque agora eu falo com mais pessoas e porque eu abraço mais gente do que antes quer dizer que meu círculo de amizades é melhor. Não sei se é bem por aí. Ao mesmo tempo em que eu tenho esses meus amigos, nenhum deles é aquele amigo para mim, e nem eu sou para algum deles. Talvez eu seja um boa amiga, de ambos os pontos de vista. Mas, ainda assim, eu não sinto total confiança neles, confiança que eu sentia em uma única pessoa. Pessoa em quem eu podia confiar para tudo, revelar os meus segredos mais obscuros, meus medos, minhas alegrias tolas. E ela via em mim até mesmo as coisas que eu não tinha percebido, coisas das quais eu não sabia ainda. Acho que nunca me senti tão bem perto de uma pessoa. E eu não aproveitei suficientemente. Agora ela se foi, nosso contato está se perdendo. E eu nunca senti tanta falta de alguém assim.
Então, mesmo com esse bando de amigos que eu tenho, eu ainda me sinto só, bem no fundo. Porque os meus amigos, amigos em quem eu posso confiar sem maiores medos ou preocupações, amigos iguais ou completamente diferentes. Bom, eles estão longe quando eu preciso deles.
E meus amigos de verdades só estão tão longe assim pelos meus medos, medo de mostrar a cara e fazer amigos que estivessem realmente aqui, presentes. Mas eu não me arrependo... Mesmo estando longe, são os melhores amigos que já tive, me compreendem e compartilham parte da vida deles comigo. Às vezes é bom saber que eles também se sentem assim em relação a mim.
E colocar os meus amigos um do lado do outro só me faz ver que eu convivo mesmo é com estranhos. Estranhos a quem eu amo. Mas estranhos a minha realidade, eu sou estranha a eles. Não sei de nada da vida deles, nem eles da minha. Eu me sinto uma estranha em meio a eles. O único lugar onde me sinto bem, onde me sinto no meu lugar, é perto daqueles que estão longe.
E toda essa nova aventura de amigos novos, de mini paixões, toda essa nova vida me fez perder a velha, a vida da qual eu gostava. Não que eu não goste dessa. Mas essa não sou eu. Eu sou aquela menina que passava horas sentada em uma cama lendo, eu sou aquela menina que fica desenhando olhos nos cadernos, que escreve sobre tudo, que faz da escrita uma forma de protesto e um comprimido para a loucura. Onde está essa pessoa? É tudo que eu preciso saber. Só o que eu vejo é uma menina fútil e mórbida que deixou até a vaidade desvairada de lado para se tornar normal, para se sentir aceitável e membro da sociedade dos novos amigos. Antes eu tinha personalidade, hoje eu me sinto só uma nuance do que um dia eu fui, hoje eu sou tudo que um dia eu critiquei, sou tudo que aos poucos fui deixando de ser.
Por isso fiz esse blog. Uma tentativa desesperada de voltar ao normal, de recuperar toda aquela inspiração que eu tinha antes. É uma esperança de voltar a ser aquilo que eu realmente sou, não o que me enfiam goela abaixo.
Goodbye, Strangers.
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