terça-feira, maio 5

Lourcura.

É certo que todos nós temos um pouco de loucos, sejam pequenas manias, algum transtorno e até mesmo distúrbio. Na verdade, ninguém é perfeitamente normal, todos temos defeitos, detalhes, detalhes que nos tornam diferentes. Seria loucura dizer que somos todos lúcidos. Afinal de contar, viver em si já é uma grande loucura, uma aventura. Quem em sã consciência viria a provar de todos os sentimentos que temos a nosso dispor, quem iria sofrer? Acho que o simples fato de todos fazermos certas coisas sem pensar antes, impulsivas, é loucura.

A minha loucura em particular pode ser confundida com egocentrismo ou narcisismo, ou qualquer outra coisa que tenha a ver com achar que o centro do mundo é seu umbigo. Mas, convenhamos que o centro do nosso mundo, realmente, é a pessoa que o vive. No meu caso, eu.
Certo, voltando ao assunto. A tal loucura da qual eu falei é uma certa mania de perseguição. É como se as pessoas estivessem roubando a minha essência. Acho que todos nós temos disso. É algo de diferente que você faz e logo outras pessoas fazem. Talvez isso seja até bom de certo modo, mas eu me sinto roubada. E para mim, tudo que eu faço vai ser roubado por alguém. Com o tempo, eu desisti de ser diferente. As pessoas precisam de criatividade. Mas, eu devo mesmo deixar de ser o que eu sou porque isso influencia os outros?

Existem também aquelas pessoas que são realmente loucas. Aquelas que levam a mania de perseguição muito a sério, aquelas que cometem desatinos, aquelas que rasgam dinheiro.
É certo que a loucura se achega com a velhice, o cérebro vai ficando cansado e começa a dar problemas. É como um aparelho velho, vai sempre dar problemas. Então, se ficarmos velhos, é quase certo que ficaremos loucos. Mas o que me deixa pensativa são aquelas pessoas que ficam loucas do nada. Deprime também. Saber que existem pessoas que não diferem o certo do errado, o que é real do que não é, que não conseguem saber onde estão, quem são. Se para nós, que somos aparentemente normais e lúcidos é difícil, para as mentes estragadas, vencidas, perdidas, deve ser muito pior. Entristece saber que pessoas com intelecto fantástico esquecem de tudo que sabiam por loucura. A loucura real é triste.

Sabe de um tipo de louco engraçado? Aqueles que têm medo de ficar louco. Acabam vivendo em uma paranóia, uma doença. E quando percebem, eles já estão loucos. Talvez a loucura chegue a nós pelo medo que sentimos dela, não pela idade, ou por qualquer outro motivo. Talvez a loucura esteja na nossa mente, ela mesma se aprisiona, por medo.

Algo que me irrita profundamente são esses adolescentes sem juízo que ficam fazendo papel de loucos. Ficam dizendo que são doidos, que fazem e que acontecem. Mentira, eles não rasgam dinheiro, eles não são loucos coisa nenhuma e muito menos estão aproveitando a vida por fingir ser algo que não são. Não entendo por que tem tanta vontade de loucura. Eles realmente acham que algo de diferente vai lhes acontecer? Acham que serão aceitos nessa sociedade? Não sei o que passa na cabeça deles. Não sei quem lhes disse que ser louco é bom.
Pior ainda são os que chamam os amigos de loucos. Eles não sabem da missa um terço da vida do amigo. Porque, normalmente, quando chamam, são aquelas pessoas que nunca falaram com você e só porque um dia você riu mais alto estão lá, te chamando de louco.
Argh, eu nunca vou entender esse fogo, essa sede de loucura. É apenas estupidez.

E talvez eu seja insana de ficar criticando os outros, sem olhar pra mim, me contradizendo o tempo todo. Merda, insanidade é algo diferente. Só sou uma mente confusa.

Goodbye, Strangers.

Nenhum comentário:

Postar um comentário