terça-feira, agosto 11

Busca por razão, por sentido.

Estou passando por uma fase terrível, perdi minha inspiração, ou vontade de escrever. Volte e meia algumas ideias me vêm à cabeça, escrever sobre alguém que eu amo e nem nunca deixei perceber, escrever sobre o dia, escrever sobre como eu admiro algumas simples coisas. Mas... nada disso me motiva mais.
Hoje tudo em que eu consigo pensar são músicas românticas que me lembram de alguém, a emoção mais forte que tenho sentido é chorar ao ouvir Hey There Delilah
por causa de tudo que ele diz, de como ele estava apaixonado, de como lidava com a distância. Bem, e o que eu devo fazer? Já que não tenho dinheiro pra avião, nem pra trens, nem tenho um carro e se saísse por aí andando mataria meio mundo de preocupação. E tudo que eu quero é que tivesse aproveitado mais algumas coisas no passado, seja esse recente ou bem antigo... é como se eu tivesse desperdiçado tantas boas oportunidades. E o tempo não vai voltar.
E eu não consigo ficar muito mais do que uns dez minutos triste em relação a isso. Eu me acomodei. Mas também, não há como não me acomodar. Não faço o estilo rebelde que luta pelo que quer, faço o estilo que se acostuma, que sofre calada. Acredite quando digo que não estou triste, não estou. Já estive muito mais triste antes...
Mas tudo perdeu a graça. Ouvir as minhas músicas preferidas não me dão
uma sensação tão gostosa de... de um tipo de conforto por amor, no lugar disso eu sinto uma saudade, um aperto. Fotos não me alegram tanto quanto antes, e eu nem sei qual é o motivo disso. Não sinto vontade de escrever porque não vai ser para quem eu quero que leia. Eu só sinto falta, falta... As coisas não têm o mesmo gosto, as coisas estão mudadas, por mais que eu tente me enganar dizendo que não... Mas eu sei que estão, e que nada vai voltar a ser como antes, eu nunca mais vou poder abraçá-lo como antes.
E além disso, sinto falta dos meus amigos. Não os vejo há tanto tempo, preciso deles para me sentir melhor. MSN não supre mais minhas vontades, nem orkut. Quero logo voltar a estudar, a ver pessoas todos os dias, a panhar sol no recreio, a rir com meus amigos, a falar de meninos, a comentar sobre as meninas com meus amigos... Nossa, é como se eu não... pf, não fosse eu. Como se não me bastasse ser arrancada dele, ainda me afastaram de meus amigos por um longo tempo.
Em toda a minha vida eu nunca tive tanto anseio de fugir pra algum outro lugar. É como se tudo me entediasse. Até mesmo as coisas que eu mais gosto. "Sem você, não tem graça" nunca levei isso tão a sério. Agora acho que sei o que quem escreveu isso queria dizer. E todas as músicas que mencionam uma fuga com a pessoa a quem você ama, Deus, eu realmente sei o que aquelas pessoas querem
dizer. Às vezes é preciso mudar de ares. Mas no meu caso, eu mudei e quero de volta. Mas ao mesmo tempo tenho umas vontades loucas de sair por aí, sem algum rumo e voltar tarde... Mas, pra onde eu iria? Não posso simplesmente sair pelo portão e pronto, preciso de um destino.
Ah, só estou falando coisas que não fazem mais sentido agora, mas eu estou procurando por este, um sentido, uma razão... algo que me anime, me faça pular de alegria, me faça sorrir sem parar, me faça ser como antes.
De verdade, não sei o que fazer, não sei o que escrever, não sei...


Goodbye, Strangers.

quinta-feira, julho 23

Viva e deixe morrer.

Sabe, eu nunca parei pra refletir sobre o que isso realmente queria dizer. Até ontem à noite.
E eu cheguei a conclusão de que essa frase quer dizer nada mais nada menos que morrer é parte da vida.
Porque, bem, se você viver tudo o que tem pra viver, se arriscar e errar, arriscar e acertar. Se provar um pouco de ódio, raiva, ira, mas também sentir os prazeres do amor, da paixão, da aleg
ria. Se você se der o direito de tentar, mas preferir hesitar e remoer o que deixou de fazer, se você fizer de tudo, mesmo sem ter pulado de para-quedas, ou andado nu pela rua. Não importa se você viveu as maiores e mais loucas aventuras ou se foi só mais uma pessoa normal no mundo... Um dia vai ter vivido o suficiente.
É claro que algumas pessoas precisam viver muito mais que outras, pois demoram mais a experimentar coisas novas e aprender a valorizar a vida. Tem gente que realmente precisa de mais tempo.
Agora aqueles que já viveram tudo que lhes estava reservado, que já tiveram seus filhos, ou que já deixaram sua semente de algum modo, bem, aqueles só precisam de uma coisa para completar a vida deles, morrer.
Porque viver pra sempre é ter uma vida incompleta.
É possível se eternizar na vida de alguns sem estar eternamente vivo. Um momento apenas pode fazer toda a diferença. E depois de ficar eterno em algumas vidas, bem, depois disso, deixe morrer, pois é só o que lhe falta.

Goodbye, Strangers.

sexta-feira, julho 17

Que seja.

Bem, vai fazer anos que eu não tomo vergonha na cara e posto alguma coisa aqui. E a minha última postagem foi um tanto quanto, bem, tensa.
Depois daquilo as coisas voltaram a caminhar em paz. É claro que sempre fica uma lembrança não muito boa, volte e meia surgem alguns comentários sobre o ocorrido. Mas eu decidi não ligar. Afinal, brigas fazem parte da nossa vida, nos ajudam a aprender, a crescer junto, a perdoar e a identificar os próprios erros.
Brigar com ele me faz, bem, pode parece
r estranho, mas brigar com ele só me faz perceber o quão essencial ele é e o quanto eu o amo. Algumas de nossas brigas têm o incrível poder de me deixar pra baixo, de me fazer abrir o berreiro; outras me fazem odiá-lo por alguns segundos; e algumas me fazem rir de como somos abestalhados e bobos; outras me deixam tensa, com medo, mas ainda assim calma; e depois de todas essas nossas brigas, eu só consigo amá-lo cada vez mais.
Então, bom; que seja.

Goodbye, Strangers.

sexta-feira, julho 10

Desculpa não adianta.

Quando eu era pequena e fazia algo de errado, meus pais ficavam bravos, e sempre me ensinaram que pedir desculpas não adiantava, por mais que você devesse pedir por educação. Pedir desculpas não apaga o que você fez de errado, não faz com que se sinta melhor, muito menos a pessoa a quem você magoou, pedir desculpas não adianta, e eu sei disso.
Mas se eu sei que não adianta e que não vou ser perdoada por meu egoísmo em um futuro tão próximo por que eu continuo a me desculpar?
Não faço ideia.
Eu só sei que estou me sentindo mal, que perdi toda aquela alegria que estava reinando em mim há alguns minutos atrás. E tudo isso por causa de uma pessoa. Uma pessoa com quem eu nem nunca falei, mas alguém capaz de destruir a minha vida. Talvez os seres humanos não devessem conviver em grupo, já que eles só sabem se magoar. Eu hoje consegui magoar duas pessoas a quem eu amo demais e a mim mesma. Tudo isso porque tive uma estúpida crise de ciúmes egoísta. Mas até que ponto os meus ciúmes foram estúpidos e a minha atitude foi egoísta?
Porque, teoricamente, eu só fiz o que fiz em uma forma de defesa. Eu só coloquei pra fora o que eu estava sentindo, como eu estava me sentindo esquecida e desamada. E isso é egoísmo? Eu querer pelo menos uma vez não ser completamente despedaçada como eu já fui antes? Pelo menos uma vez me poupar de tanto sofrimento, de agonia, de lágrimas. Porque as coisas estavam indo tão bem e eu queria continuar a manter o meu bom humor, a minha alegria de viver... Porque eu não queria que as coisas voltassem a ser como antes, que eu voltasse a me sentir tão vazia, tão triste; eu não quero voltar a ser como antes.
Por mais que o antes talvez fosse melhor, porque ninguém conseguia chegar tão, mas tão fundo pra depois sair rasgando com a força de um foguete. Talvez antes eu me magoasse menos por não estar tão envolvida, por não gostar tanto, por não depender, por não amar. Mas o antes não existe mais, e tudo que eu não queria era voltar pra ele, de maneira pior.
Parece que ter me defendido não adiantou nada. Porque eu mesma me quebrei. Eu sei que foram todas as circunstâncias juntas que me fizeram desmoronar, mas... eu não sou a pessoa mais forte do mundo, e muito menos a melhor, eu tenho meus momentos de fraqueza, muitos eu diria. E num momento desse nenhuma das pessoas que eu precisava estava comigo, eu estava brigando com elas, estava fazendo confusão porque eu queria ser pelo menos uma vez colocada em primeiro plano na vida de ambas. E as outras, as outras não estavam aqui para me consolar, me dizer que tudo ia passar.
Talvez eu só estivesse buscando um pouco de consideração por colocá-las acima de tudo, por mais que não fosse recíproco, talvez eu só quisesse ser importante pelo menos uma vez.
O grande problema é que com toda essa minha necessidade de ser importante, todo esse meu ciúme; eu magoei as pessoas amadas. Eu fiz com que elas desistissem do que queriam por mim. Eu consegui, eu fiz alarde e eu consegui o que eu queria. Então por que eu não estou feliz?
Porque elas estão bravas e chateadas comigo, porque elas queriam muito algo e eu destruí aquilo para elas, porque eu fiz com que desistissem do que iria lhes fazer feliz só para que eu ficasse feliz. É, agora eu pareço a vilã da história.
Mas é tão errado assim querer ser a única de vez em quando? É tão errado não querer dividir a minha amiga com ela? É tão errado sentir ciúmes depois de ouvi-lo dizer que a ama e dizer que ela não ia morrer que ia ficar tudo bem? É tão errado assim eu querer ter pelo menos uma coisa que ela não tem? É tão errado?
Pode até ser que seja. A situação em si é toda errada. Eu não tenho o direito de dizer a eles o que fazer ou não. Mas eles não têm o direito de me magoar e ficar tudo como está. E bom, tudo o que eu fiz foi pedir que a minha amiga não fizesse aquilo por amor a mim. E tudo o que eu consegui foram três pessoas magoadas chorando.
Agora me responda: pedir desculpas vai fazer alguma diferença? Vai fazer com que eu me sinta menos culpada? Vai fazer com que eu fique com menos raiva deles? Vai apagar isso tudo?
Por isso que eu digo que pedir desculpas não adianta.


Goodbye, Strangers.

quarta-feira, julho 8

Me sentindo bem.

Sabe quando você simplesmente não se abala com as coisas ao seu redor? Pelo menos nada muito duradouro, apenas coisa de momento...
Sabe, por alguns instantes meus olhos podem encher d'água, a voz pode falhar e o olhar buscar o vazio, decepcionado...
Mas logo depois me enche um tremendo turbilhão de alegria, sorrisos, risadinhas... Não sei bem o que é isso, só sei que vicia. E hoje, bem, hoje eu me tornei dependente da alegria. Seria mesmo da alegria, ou de quem me proporciona a mesma?
Acho que estou viciada em tudo aquilo que me faz bem. Nas pessoas e em algumas pequenas coisas, como ouvir uma música que me faz lembrar de alguém a cada dois minutos só pra me sentir feliz e perto (de algum modo bizarro) dessa pessoa. Como ver um filme que me faz chorar só pra me sentir cheia de emoção; como ouvir as pessoas rindo ao meu redor e permanecer calada, apreciando a risada dos outros; como abraçar alguém muito forte mesmo, como se aquilo pudesse salvar a tua vida; como agradar quem lhe faz feliz; ficar falando coisas sem sentido para os outros mas com a mais perfeita lógica para você e sua amiga. São essas pequenas coisas, coisas a quem ninguém parece realmente ligar, mas são essas pequenas coisas que me movem. São essas pequenas coisas que me viciam, que se tornaram necessárias. São essas pequenas coisas que me fazem dizer "Bem, extremamente bem." Porque é exatamente assim que eu me sinto, como se nada pudesse me abalar, como se eu tivesse me encontrado.
Bom, não sei dizer até quando isso vai durar ou muito menos se eu realmente me encontrei. Mas nesse momento que eu estou vivendo agora eu achei a pessoa que mora dentro do meu corpo, e, sabe, eu fui com a cara dela.
Então por mais que o mundo ao meu redor esteja caótico e com tudo desarrumado e fora do lugar, pelo menos fora do lugar com o qual eu estava acostumada, eu estou no meu lugar. Portanto, não faz muita se diferença se as coisas estão certas ou erradas, se eu preferia antes ou agora, se era mais fácil não amar, pelo menos não de verdade, ou se as coisas antes pareciam menos complicadas.
Tudo isso porque eu estou me sentindo bem comigo mesma. Estou feliz.

Goodbye, Strangers.

quinta-feira, julho 2

Abraços, abraços grátis.

Pra mim não existe coisa melhor, se existe, eu ainda não provei.
Verdade que eu não sou uma pessoa que já provou muitas coisas, mas não consigo imaginar algo mais acolhedor que um abraço.
Os abraços me resolvem todos os problemas. Quando eu estou com dor, peço um abraço; quando estou com frio, peço outro; quando estou com calor, idem; quando estou cansada, também. Enfim, pra mim, qualquer coisa tem sido motivo pra sair agarrando um dos meus amigos. Acho que isso se deve mais a minha carência, ou ao fato de eu amar abraçar quem eu gosto.
Talvez seja o conjunto que é um abraço. Tocar, eu nunca toco meus amigos, mas eu gosto muito mesmo de contato físico, então, o abraço me permite isso. Eu posso enfiar a minha cabeça no ombro deles e... e enfiar a cabeça no ombro deles. Acho muito perfeito esse lugar pra se apoiar a cabeça, é confortável, é gostoso. Sentir o cheiro. Não que eu seja uma pessoa muito ligada a isso, mas de vez em quando eu gosto de cheirá-los, senti-los com um dos sentidos diferentes. Posso apertá-los contra mim. É extremamente reconfortante se agarrar a alguma coisa, principalmente se essa coisa for animada. Por isso sempre que tenho a oportunidade me agarro fortemente a eles, e não desgrudo. Talvez algumas pessoas se sintam invadidas, eu me sinto invadindo-as; mas outras já me confessaram que meu abraço é um dos melhores.
E existe prova melhor de amizade, ou simplesmente de amor (qualquer um deles) do que um abraço verdadeiro, apertado, que te deixa sem ar. Ou então aquele que dura muito tempo, o tempo em que as pessoas estão juntas, mais solto, mas ainda assim próximo.
Não pra mim.
Por isso estou sempre agarrada em um dos meus amigos. As pessoas podem julgar isso feio, ou estranho. Mas eu não estou ligando. Estou distribuindo meus abraços para o mundo, quem quiser um, que pegue.

Goodbye, Strangers.

domingo, junho 28

Perguntas.

Eu busco minha inspiração nas mais diversas, coisas. Dessa vez eu a consegui em um comercial do Canal Futura. Eu costumava assistir a esse canal antes de tirarem-no da programação de TV aberta. Era bem educativo, eu aprendia muito. Pois bem, o comercial fala que o que move o mundo não são as respostas, são as perguntas. E se pararmos para refletir, isso é a mais pura verdade.
Tudo o que nos cerca, tudo o que nos faz pensar, tudo que nos faz viver são as perguntas. Se todos tivéssemos respostas para tudo, ninguém precisaria ler, ver televisão, amar, sofrer, ter amigos, discutir, perguntar.
O que seria da vida sem as perguntas? O que seria da nossa infância? Já que esta está praticamente toda baseada em perguntas. Seja uma pergunta besta sobre o significado de uma palavra ou algo mais complexo como o dia em que cada um de nós deve nascer, por que o céu é azul... Já descobrimos que ele é azul porque reflete o mar. Mas e o dia em que nascemos? Somos nós que escolhemos, Deus? Ou simplesmente o destino de cada um de nós está realmente "escrito nas estrelas"? Existe destino ou a vida é um conjunto de coincidências? Cada um acredita no que quer, criam-se outras teorias, e tudo pode ser como lhe convém. Mas e a verdade? Alguém realmente a conhece, domina, alguém realmente sabe?
Todos passam então a buscar respostas, não sobre isso, mas sobre tudo. Com o tempo surgem várias, algumas mais prováveis que as outras, mas há sempre mais de uma opção. Opções que só nos deixam mais questões a serem resolvidas. E buscamos respostas.
Agora me diga: e se as respostas já estivessem ali?
Se as respostas já estivessem ali não haveria razão, motivo, não haveria vida.
Um dia, essas dúvidas que nós temos agora já terão sido resolvidas. Mas sempre existirão outras perguntas, outras respostas a serem procuradas. Sempre existirá algo que nos impulsiona, sempre existirá um por quê. Por mais que esse demore a ser encontrado.

Goodbye, Strangers.