Eu busco minha inspiração nas mais diversas, coisas. Dessa vez eu a consegui em um comercial do Canal Futura. Eu costumava assistir a esse canal antes de tirarem-no da programação de TV aberta. Era bem educativo, eu aprendia muito. Pois bem, o comercial fala que o que move o mundo não são as respostas, são as perguntas. E se pararmos para refletir, isso é a mais pura verdade.
Tudo o que nos cerca, tudo o que nos faz pensar, tudo que nos faz viver são as perguntas. Se todos tivéssemos respostas para tudo, ninguém precisaria ler, ver televisão, amar, sofrer, ter amigos, discutir, perguntar.
O que seria da vida sem as perguntas? O que seria da nossa infância? Já que esta está praticamente toda baseada em perguntas. Seja uma pergunta besta sobre o significado de uma palavra ou algo mais complexo como o dia em que cada um de nós deve nascer, por que o céu é azul... Já descobrimos que ele é azul porque reflete o mar. Mas e o dia em que nascemos? Somos nós que escolhemos, Deus? Ou simplesmente o destino de cada um de nós está realmente "escrito nas estrelas"? Existe destino ou a vida é um conjunto de coincidências? Cada um acredita no que quer, criam-se outras teorias, e tudo pode ser como lhe convém. Mas e a verdade? Alguém realmente a conhece, domina, alguém realmente sabe?
Todos passam então a buscar respostas, não sobre isso, mas sobre tudo. Com o tempo surgem várias, algumas mais prováveis que as outras, mas há sempre mais de uma opção. Opções que só nos deixam mais questões a serem resolvidas. E buscamos respostas.
Agora me diga: e se as respostas já estivessem ali?
Se as respostas já estivessem ali não haveria razão, motivo, não haveria vida.
Um dia, essas dúvidas que nós temos agora já terão sido resolvidas. Mas sempre existirão outras perguntas, outras respostas a serem procuradas. Sempre existirá algo que nos impulsiona, sempre existirá um por quê. Por mais que esse demore a ser encontrado.
Goodbye, Strangers.
domingo, junho 28
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