sexta-feira, junho 19

Ódio.

Quatro letrinhas que podem acabar com o dia de alguém, a semana, o ano, às vezes até a vida.
Não, no momento eu não estou possessa nem nada do gênero. Estou indignada, mas isso não tem nada a ver com o texto.
Certo, agora eu me odeio por não fazer ideia de sobre o que escrever, mas eu preciso.
Acho que vou tentar voltar com o tópico do ódio, de como ele pode fazer a diferença.
Diferentemente do que as pessoas dizem, eu não acho que o ódio faz tanto mal a quem o sente, certo que não é bom. Mas deve ser muito pior saber que uma pessoa deseja com todas as forças dela que você se foda sem que você tenha feito nada de mais a ela, bom, pelo menos não que você saiba.
Acho que esse é um dos problemas das pessoas amarem alguém
platônica e desesperadamente, e o pior, em silêncio. Você passa a odiar qualquer um que se aproxime, qualquer um que roube o lugar que é seu por direito, por mais que seja só em sua mente, nos seus sonhos mais íntimos.
Isso me lembra do ano passado. Eu odiei pessoas que nem nunca falaram comigo, nunca me ofenderam nem me deram um motivo ordinário que fosse para odiá-las. Mas eu odiei. Certo, talvez na minha cabeça elas tenham me dado motivos ordinários, motivos sérios. Eu era meio louca.
E, sabe, voltando ao começo do assunto, odiá-la me fez mal, sim. Porque além de amar um loucamente, eu tinha que me preocupar em odiar com todas as forças os que se aproximavam. Com o tempo, eu acabei transformando aquela obsessão que eu sentia, porque amor não era, em um certo ódio dele. Ódio por ele não me "amar" como deveria, ódio por ele nem ligar pra minha existência.
Estranho pensar que eu odiei várias pessoas sem elas terem me feito nada, que eu odiei várias pessoas sem elas nem saberem, pessoas com quem eu nem trocava palavras.
E no final de tanto ódio, quem estava um caco no final do ano era eu, que teve o final infeliz ali fui eu, quem teve um ano de merda fui eu.
Tudo bem que na minha história, eu deveria ser a mocinha com o final feliz. Mas e se naquele período de tempo eu fui mais é uma vaca? Porque é o que me parece. Não uma vaca. Mas se quem estivesse narrando isso tudo fosse quem eu odiei... eu seria a pessoa má, não?
E ela provavelmente estaria sofrendo horrores por ser odiada.

Acho que não existem mocinhas e vilões na vida real, existe quem conta a história, existe quem é odiado e quem odeia... Existem pessoas que ficam sofrendo em vão enquanto outras estão tendo um pouco de alegria.
Então, talvez o ódio não faça mal, nem bem. Só seja parte disso tudo.


Goodbye, Strangers.

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