Ah, finalmente ele chegou! Foram longos meses de espera desde que começou a esquentar. É certo que o que me irrita mais é o auge do verão, quando está quente e você se vê obrigado a sair quase pelado sendo que seu calor não diminui; quando está quentinho, é agradável. Mas o meu tão querido e esperado frio chegou, ainda não é inverno, mas ele definitivamente chegou mais cedo esse ano.
O que mais me agrada do frio são as formas de afastá-lo.
Primeiro: ficar fingindo de estátua naquele sol que faz cócegas - é o meu meio preferido.
Segundo: ficar abraçando as pessoas, principalmente aquelas de quem você gosta, para trocar calor humano.
Terceiro: passar o dia todo embaixo das cobertas vendo TV.
Quarto: passar o dia inteiro debaixo das cobertas com uma outra pessoa.
Quinto: você pode beber de tudo quente, e a sensação daquilo descendo é maravilhosa.
Sexto: ficar abraçado com alguém no sol.
Sétimo: vestir trocentos e oitenta e oito casacos até perder o movimento dos braços.
Oitavo: assoprar nas mãos para esquentá-las.
Nono: poder esticar a manga do casaco sem pessoas te enchendo o saco.
Décimo: se encolher todo e deixar só os olhos de fora.
Adoro também o simples fato de estar frio, de eu poder vestir trocentas peças de roupa, fechar os olhos e senti-los gelados, ver a fumaça que sai da minha boca quando eu falo, colocar a mão dentro da roupa para esquentá-la e sentir aquele choque. Ah, eu adoro tudo no frio.
É claro que ele deixa uma enorme moleza, alguns dedos duros, o nariz ardendo. Mas eu acho que tudo isso vale a pena, nem que seja pelos três minutos em que você fica naquele sol gostoso, sem começar a suar ou a implorar por sombra e água fresca.
Goodbye, Strangers.
quinta-feira, junho 4
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